Apartamento novo
Quanto custa acabar um apartamento no contrapiso em São Paulo
Por que não existe um preço por metro quadrado, o que realmente entra na conta do acabamento e como montar uma estimativa confiável antes de contratar.

Resumo rápido
- Não existe preço por metro quadrado confiável para acabamento antes da medição e do projeto: o orçamento é a soma de centenas de itens.
- O CUB (Sinduscon-SP e FGV) mede o custo de construir o edifício e não inclui fundações, elevadores, instalações especiais, projetos, taxas nem terreno.
- As frentes que mais pesam no total são marcenaria, pedras, pisos e instalações.
- O SINAPI (IBGE e Caixa) publica preços medianos por estado e serve para checar se uma cotação está fora da curva.
- Feche o escopo, levante quantidades, cote primeiro o que tem prazo longo e reserve margem para imprevistos.
A primeira pergunta de quem pega a chave de um apartamento no contrapiso é sempre a mesma: quanto vai custar deixar isso pronto para morar? A resposta honesta é que não existe um preço por metro quadrado que sirva para todo mundo — e quem dá um número fechado antes de ver o seu apartamento e o seu projeto está chutando.
Isso não significa que você esteja no escuro. Dá para construir uma estimativa confiável em poucos passos, usando referências públicas de custo e uma lista clara do que entra na conta. Neste guia, a equipe da Domus mostra como fazer isso, quais são os fatores que realmente mexem no valor final e onde os orçamentos costumam estourar em obras de acabamento na capital e na Grande São Paulo.
Por que não existe preço por metro quadrado antes do projeto
Dois apartamentos idênticos, no mesmo andar do mesmo prédio, podem ter custos de acabamento muito diferentes. A metragem é a mesma; o que muda é tudo o mais: o padrão do porcelanato, se a cozinha tem marcenaria sob medida ou modulada, quantos pontos de luz o projeto luminotécnico pede, se haverá ar-condicionado em todos os dormitórios, se a bancada é em quartzo ou em granito nacional.
Um orçamento de acabamento é a soma de algumas centenas de itens, e cada item tem uma faixa de preço larga. Por isso, o número que importa não vem de uma tabela: vem do seu projeto. Antes dele, o que existe são ordens de grandeza — úteis para planejar, insuficientes para contratar.
O CUB existe, mas não é o preço do seu acabamento
É comum encontrar o CUB citado como referência de custo de obra. O Custo Unitário Básico é calculado pelo Sinduscon-SP em parceria com a FGV, segue a NBR 12721 e a Lei nº 4.591/1964, e é divulgado todo mês em reais por metro quadrado. Ele mede o custo de construir o edifício, não o de acabar o seu apartamento.
| Projeto-padrão | Padrão baixo | Padrão normal | Padrão alto |
|---|---|---|---|
| R-1 (casa unifamiliar) | R$ 2.190,76 | R$ 2.686,65 | R$ 3.249,37 |
| R-8 (prédio de 8 pavimentos) | R$ 1.949,12 | R$ 2.235,58 | R$ 2.623,21 |
| R-16 (prédio de 16 pavimentos) | — | R$ 2.172,57 | R$ 2.841,55 |
Valores do Estado de São Paulo na referência de agosto de 2026. Repare que a diferença entre o padrão baixo e o alto de um mesmo projeto passa de 30% — e isso ainda é o edifício inteiro, não o seu acabamento.
O ponto mais importante: por definição, o CUB não inclui fundações, elevadores, instalações especiais, projetos, taxas nem o terreno. É um índice para acompanhar a variação de custos e para o registro de incorporação, não um orçamento. Usá-lo para estimar o acabamento de um apartamento leva a erro nos dois sentidos.

O que realmente entra na conta
Antes de falar em valores, vale saber o que está sendo somado. Em um apartamento entregue no contrapiso, o acabamento costuma se dividir nestas frentes. A coluna da direita é o que faz o preço de cada uma variar.
| Frente | O que inclui | O que faz o preço variar |
|---|---|---|
| Projetos | Interiores, luminotécnico, marcenaria, elétrica e hidráulica | Escopo, número de ambientes e nível de detalhamento |
| Instalações | Novos pontos elétricos e hidráulicos, dados, automação, infra de ar-condicionado | Quantidade de pontos novos e quebra de alvenaria |
| Forro e gesso | Rebaixos, sancas, tabicas e fechamentos | Metragem, desenho do forro e iluminação embutida |
| Pisos e revestimentos | Porcelanato, madeira, vinílico, rodapés, soleiras, áreas molhadas | Formato e padrão da peça, paginação e mão de obra de assentamento |
| Pedras e bancadas | Cozinha, banheiros, área de serviço | Tipo de pedra, metragem linear e acabamento das bordas |
| Marcenaria | Cozinha, armários, painéis, móveis sob medida | Material, ferragens e quantidade de metros lineares |
| Louças, metais e vidros | Cubas, torneiras, chuveiros, box, espelhos | Marca e linha escolhidas |
| Pintura | Massa, lixamento e demãos de acabamento | Metragem, qualidade da tinta e efeitos especiais |
| Iluminação e decoração | Luminárias, cortinas, mobiliário solto, objetos | Escopo contratado e padrão dos itens |
| Obra e administração | Mão de obra, gerenciamento, limpeza fina, caçamba, proteções | Prazo da obra e complexidade da coordenação |
Duas frentes costumam surpreender quem está planejando pela primeira vez: marcenaria, que sozinha pode responder por uma fatia grande do total, e instalações, que parecem pequenas no papel mas exigem quebra, refazimento e retrabalho de outras etapas quando aparecem tarde.
Os seis fatores que mais mexem no valor final
- O padrão de acabamento. É o maior fator isolado. A diferença entre um porcelanato de linha básica e um de grande formato retificado, com paginação, pode multiplicar o custo do piso.
- A quantidade de marcenaria. Cada metro linear de armário sob medida tem preço próprio. Definir cedo o que é sob medida e o que é modulado muda o orçamento inteiro.
- O quanto as instalações vão mudar. Manter os pontos onde a construtora deixou é sempre mais barato que reposicionar cozinha e banheiros.
- A metragem — mas não de forma proporcional. Áreas molhadas custam mais por metro quadrado que dormitórios. Um apartamento com três banheiros não é proporcional a um com um banheiro.
- O prazo. Obra corrida exige equipes sobrepostas, hora extra e frete urgente. Obra longa acumula custo de administração.
- As regras do condomínio. Restrições de horário, uso do elevador de serviço e exigências de documentação alongam a obra — e prazo é dinheiro. Vale ler o nosso guia sobre obra em condomínio e a NBR 16280 antes de fechar qualquer cronograma.
Como montar o seu orçamento em cinco passos
- Feche o escopo por ambiente. Sala, cozinha, dormitórios, banheiros, área de serviço e varanda: escreva o que vai ser feito em cada um. Sem essa lista, qualquer número é palpite.
- Levante quantidades. Metros quadrados de piso e revestimento, metros lineares de bancada e marcenaria, número de pontos elétricos novos, número de luminárias. É aqui que o projeto paga o próprio custo.
- Cote primeiro os itens de maior peso. Marcenaria, pedras, porcelanato e esquadrias representam a maior parte do total e têm os maiores prazos de entrega.
- Use referências públicas para calibrar. O SINAPI, produzido pelo IBGE em parceria com a Caixa, publica mensalmente preços medianos de materiais e mão de obra e composições de serviços, com recorte por estado. Serve para checar se um valor cotado está fora da curva.
- Reserve uma margem para imprevistos. Em apartamento entregue no contrapiso o risco é menor que em reforma de imóvel antigo, mas ele existe: prumada fora de posição, contrapiso desnivelado, alteração de projeto no meio do caminho.
Com esses cinco passos você chega a um número próprio, rastreável item a item. É esse número que deve ser comparado com as propostas que receber — e não o contrário.
ANTES
DEPOISOnde dá para economizar sem estragar o resultado
- Concentre o investimento no que se usa e se vê todo dia. Bancada de cozinha, metais de banheiro e piso da área social pesam mais na percepção que o revestimento do fundo da área de serviço.
- Prefira peças de formato comum. Porcelanato de formato corrente tem preço melhor e menos perda de recorte que os grandes formatos.
- Misture marcenaria sob medida e modulada. Sob medida onde o encaixe é crítico; modulada onde a medida é padrão.
- Compre na ordem certa. Item de prazo longo comprado tarde vira frete urgente ou troca por outro mais caro que está disponível.
- Não economize em projeto e em instalações. São as duas frentes em que o erro é caro de corrigir depois que o piso e o forro estão prontos.
O que costuma estourar o orçamento
- Começar sem projeto e decidir no canteiro, o que gera retrabalho e compras duplicadas.
- Mudar de ideia depois da compra de pedras, porcelanato ou marcenaria, itens que raramente admitem devolução.
- Esquecer os custos que não são materiais: caçamba, proteção de elevador, limpeza fina, taxas do condomínio e administração da obra.
- Contratar cada fornecedor separadamente sem ninguém coordenando a sequência — o retrabalho aparece na emenda entre um serviço e outro.
- Subestimar a marcenaria, que costuma ser a maior linha do orçamento e a de maior prazo.
Como a Domus monta o orçamento
Trabalhamos na ordem inversa da pergunta inicial: primeiro medimos o apartamento e fechamos o escopo com você, depois levantamos as quantidades a partir do projeto e só então apresentamos valores, item a item. Isso significa que não damos um preço por metro quadrado no primeiro contato — damos um orçamento que você consegue conferir linha por linha, com um único responsável e um só contrato, do contrapiso ao pronto.
Se você acabou de receber a chave e quer entender o que vem pela frente antes de falar em dinheiro, comece pelo nosso guia sobre apartamento no contrapiso: o que vem e o que falta.
Perguntas frequentes
Existe um valor médio por metro quadrado para acabar um apartamento no contrapiso?
Não de forma confiável. Dois apartamentos iguais podem ter custos muito diferentes conforme o padrão de material, a quantidade de marcenaria e o quanto as instalações serão alteradas. Referências públicas como o CUB e o SINAPI ajudam a calibrar, mas o número que vale é o que sai do seu projeto.
O CUB serve para estimar o custo do meu acabamento?
Não. O CUB é calculado pelo Sinduscon-SP com a FGV para medir a variação do custo de construção de edifícios e para o registro de incorporações, conforme a NBR 12721 e a Lei nº 4.591/1964. Ele não inclui fundações, elevadores, instalações especiais, projetos, taxas nem terreno, e não representa o acabamento de uma unidade.
O que costuma ser a maior parte do orçamento?
Na maioria dos apartamentos entregues no contrapiso, marcenaria sob medida, pedras e bancadas e pisos e revestimentos concentram a maior parte do valor. A marcenaria também costuma ter o maior prazo de produção.
Dá para fazer a obra por etapas para diluir o custo?
Dá, desde que a sequência técnica seja respeitada. Instalações, forro e pisos precisam vir antes de marcenaria e decoração. Fazer fora de ordem gera retrabalho e costuma custar mais caro que esperar.
Quanto devo reservar para imprevistos?
Depende do estado do imóvel e da qualidade do projeto. Em apartamento novo entregue no contrapiso o risco é menor que em reforma de imóvel antigo, mas convém prever uma margem para ajustes de projeto e para surpresas nas instalações.
Próximo passo
Quer um orçamento que você consiga conferir linha por linha?
A Domus mede o apartamento, fecha o escopo com você e apresenta o orçamento item a item, com um único responsável e um só contrato. Atendemos a capital e a Grande São Paulo.
Fontes e referências
- CUB — Custo Unitário Básico, Sinduscon-SP e FGV
- Tabelas do CUB no Estado de São Paulo — referência agosto de 2026
- SINAPI — Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, IBGE
- Lei nº 4.591/1964 (incorporações imobiliárias) — Planalto
Equipe Domus Assessoria de ObrasAssessoria e gerenciamento de obras residenciais na capital e na Grande São Paulo: recebemos o apartamento no contrapiso e entregamos pronto para morar. Revisado em .

